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Ex-delegado executado: subsecretário de Praia Grande é alvo de operação

por thomaz.sousa
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A Polícia Civil cumpriu uma operação nesta terça-feira (29) na casa de Sandro Rogério Pardini, subsecretário de Gestão e Tecnologia da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

O subsecretário é investigado no caso da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Na residência de Pardini, foram apreendidos um celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mais de mil euros e US$ 10 mil.

Em nota enviada à CNN, a Prefeitura de Praia Grande informou que mantém contato constante com a Polícia Civil e colabora integralmente com as investigações, fornecendo imagens, informações e materiais solicitados.

A administração afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre buscas e apreensões relacionadas à operação, mas disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

A defesa de Pardini declarou que o subsecretário nega “veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados”. Os advogados Octávio Rolim, Patrícia Britto e Beatriz Mâncio afirmaram que Sandro está à disposição para colaborar e que os bens apreendidos são compatíveis com sua atividade profissional.

Quem era Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado inimigo do PCC executado em SP

Segundo a defesa, as armas encontradas são regularmente registradas para uso em estande de tiro esportivo (CAC) e os valores em espécie têm origem lícita. “Não há absolutamente nada que tenha sido apreendido que possa ter qualquer tipo de ligação com o triste ocorrido”, diz a nota.

A CNN entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para mais informações e aguarda retorno.

Até o momento, oito mandados foram expedidos e quatro suspeitos já estão presos, incluindo o homem apontado pelas investigações como um dos possíveis autores dos disparos que atingiram o delegado. De acordo com a pasta, o homem é Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar. 

Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.

Após a execução, os carros utilizados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado na tentativa de apagar vestígios.

A análise inicial da ação criminosa revela um planejamento meticuloso e o conhecimento técnico dos executores, que perseguiram Fontes antes de desferir mais de 20 tiros de fuzil.

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