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Lula manda acelerar acordos comerciais com países para driblar Trump

por gabrielbosa
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O governo Lula orientou que seus negociadores acelerem as conversas por acordos de livre comércio com blocos e países diante das restrições comerciais impostas globalmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatam fontes da Esplanada dos Ministérios à CNN.

Com a orientação, técnicos relatam esforços recentes em ao menos seis frentes: para expansão de acordos de complementação econômica (ACEs) com México e Colômbia e criação de áreas de livre comércio com Emirados Árabes Unidos, Efta (o bloco de europeus que estão fora da União Europeia), Japão e Vietnã.

A expansão dos ACEs já vigentes são tratados como dois dos mais “quentes” da lista — inclusive porque o Brasil independe do Mercosul para avançar com estes termos. O acordo com a Colômbia (ACE 72) está vigente desde 2017, enquanto aquele com o México, desde 2002.

No caso das negociações com o México, técnicos indicam que produtos agropecuários brasileiros historicamente enfrentam taxas de até 60% no país, mas destacam que desde 2022 uma série de ítens ficaram isentos pelo “Paquete Contra la Inflación y la Carestía” (Pacic) do governo mexicano.

A ideia é consolidar estes incentivos no ACE, por exemplo.

Entre os novos acordos negociados, o mais avançado é o Mercosul-Emirados Árabes Unidos. O termo de referência do trato — uma espécie de base para o processo de barganha tradicional nas discussões comerciais — foi estabelecido no ano passado e os países já trocam listas com possíveis condições para produtos.

As negociações com o Efta, composto por Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça, também são mencionadas como avançadas. Por outro lado, as tratativas com Japão e Vietnã são tratadas como “em estágio inicial”.

Uma delegação do governo Lula esteve nos países asiáticos em março e se movimentou para que as conversas desse primeiros passos.

Apesar da orientação para acelerar acordos, a avaliação da Esplanada é de que o governo brasileiro e o Mercosul já caminham em “contraposição” a Trump em relação às práticas comerciais.

São mencionados como exemplos a assinatura de acordo com Singapura em 2023 e a conclusão de trato com a União Europeia no ano passado.

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