A megaoperação conduzida pela Receita Federal descobriu que o PCC (Primeiro Comando da Capital) administrava uma estrutura financeira sofisticada, que incluía 40 fundos de investimentos com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. O esquema envolvia uma complexa rede de empresas e operações financeiras para movimentar recursos de origem ilícita. A análise é de Fernando Nakagawa no CNN 360°.
A organização operava em três módulos principais. O primeiro focava na produção, envolvendo formuladores de combustíveis e quatro usinas que não seguiam as normas regulatórias. O segundo módulo concentrava-se na distribuição, através de postos de combustível, lojas de conveniência e até padarias. O terceiro dedicava-se aos investimentos, utilizando fintechs, fundos de investimento, empresas, imóveis e veículos.
Entenda o caminho do dinheiro
Segundo o analista, o fluxo do dinheiro iniciava-se nos estabelecimentos comerciais, onde os recursos eram inicialmente “lavados” para aparentar legitimidade perante a Receita Federal. Em seguida, as quantias eram transferidas principalmente através de fintechs, chegando finalmente a investimentos aparentemente legais em fundos e outros ativos.
A magnitude do esquema é evidenciada pelos números: uma única fintech movimentou R$ 46 bilhões em quatro anos, incluindo cerca de 11 mil depósitos em espécie. A organização controlava mais de mil postos com irregularidades, investindo R$ 52 bilhões em quatro anos. Além disso, o PCC tinha um terminal portuário, quatro usinas de etanol, 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis.
Como resposta a esta descoberta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou uma nova norma da Receita Federal que passará a exigir que as fintechs declarem operações suspeitas às autoridades competentes, incluindo Banco Central, CVM (Comissão de Valores Mobiliários), COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Receita Federal, obrigação que até então era restrita aos bancos tradicionais.
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