A cidade de São Paulo alcançou o menor índice de abandono escolar da última década entre estudantes da rede municipal de ensinos fundamental e médio, com 0,6% dos alunos deixando a escola, segundo o Censo Escolar 2024.
Em 2014, a taxa era de 1,9%. Atualmente, mais de 437 mil alunos estão matriculados nesses dois ciclos. A Rede Municipal de São Paulo tem, no total, mais de 1 milhão de estudantes.
Em comparação, os dados nacionais mais recentes do Inep (2021) apontam taxas de 5,9% no ensino médio e 2,3% no fundamental, enquanto São Paulo registrava, no mesmo ano — o primeiro da gestão de Ricardo Nunes —, índices de 2,8% e 0,9%, respectivamente. Desde então, os números vêm caindo de forma consistente.
O avanço é reflexo direto das políticas implementadas pela Prefeitura para garantir o direito à aprendizagem e a permanência dos estudantes.
Entre as principais ações estão o Programa Mães Guardiãs, ampliado de 70 para 5 mil vagas; o Busca Ativa Escolar, em parceria com o Unicef; e o Programa Estudante Presente Transforma Futuros, desenvolvido com a Unesco. As iniciativas reforçam a conexão entre escola, família e território, permitindo identificar e reverter rapidamente casos de afastamento escolar.
“A queda reflete o trabalho diário de busca ativa, acolhimento e acompanhamento das nossas equipes em cada território”, destaca o secretário municipal de Educação, Fernando Padula. “Garantir que os estudantes permaneçam na escola é um compromisso de toda a cidade — e é isso que faz a diferença na aprendizagem e no futuro das nossas crianças e jovens.”
Além das políticas de engajamento, a Prefeitura vem ampliando os investimentos em Educação. O orçamento de R$ 22,9 bilhões em 2025 deve crescer 16% em 2026, chegando a R$ 26,5 bilhões. Esses recursos fortalecem áreas como (NAAPA) atendimento psicossocial, reforço pedagógico, segurança alimentar, material e uniforme escolar, além do TEG (Transporte Escolar Gratuito), garantindo condições para que cada criança e jovem permaneça estudando.
O abandono escolar ocorre quando o aluno deixa de frequentar as aulas durante o ano letivo, mas pode retornar no ciclo seguinte. Já a evasão é o rompimento definitivo do vínculo com a escola.